Com a popularização de plataformas como o Airbnb, cada vez mais proprietários veem no aluguel por temporada uma excelente oportunidade de rentabilizar seus imóveis. No entanto, uma dúvida muito comum surge tanto entre investidores quanto entre moradores: o condomínio pode proibir o aluguel de temporada?
A resposta não é tão simples quanto “sim” ou “não” — e entender os limites legais é fundamental antes de colocar um imóvel nesse tipo de locação.
O que é considerado aluguel por temporada?
De acordo com a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), o aluguel por temporada é aquele feito por um período não superior a 90 dias, com finalidade de lazer, turismo, trabalho temporário, cursos ou tratamentos de saúde, por exemplo.
Ou seja, trata-se de uma locação legalmente prevista e regulamentada pela legislação brasileira.
Airbnb é aluguel residencial ou atividade comercial?
Um dos principais pontos de debate é se o uso do imóvel para Airbnb caracteriza atividade comercial.
O entendimento predominante da Justiça brasileira é que o aluguel por temporada, ainda que intermediado por plataformas digitais, continua sendo uma locação residencial, e não uma atividade comercial ou hoteleira — desde que não haja serviços típicos de hotelaria, como recepção, limpeza diária, café da manhã, entre outros.
Isso significa que, em regra, o proprietário tem o direito de alugar seu imóvel por temporada.
Então o condomínio pode proibir?
Depende.
O condomínio pode impor restrições, mas apenas em situações específicas:
1. Quando há proibição expressa na convenção
Se a convenção condominial proíbe de forma clara e específica o aluguel por temporada ou determina que as unidades só podem ser utilizadas para moradia permanente, essa regra pode ser válida — desde que aprovada nos termos legais.
Vale destacar que uma simples regra interna ou decisão de assembleia sem alteração formal da convenção não é suficiente para proibir esse tipo de locação.
2. Quando há desvio da finalidade residencial
Se o imóvel passa a funcionar como um verdadeiro hotel, com alta rotatividade, serviços, recepção de hóspedes e fluxo intenso de pessoas, o condomínio pode caracterizar isso como uso comercial indevido, o que permite restrições ou até proibição.
O que o condomínio NÃO pode fazer
Mesmo quando não concorda com o aluguel por temporada, o condomínio não pode:
- Criar multas arbitrárias sem respaldo na convenção
- Impedir o acesso de hóspedes legalmente autorizados
- Exigir cadastro ou taxas abusivas
- Discriminar proprietários que utilizam plataformas como Airbnb
Como agir para evitar problemas?
Se você pretende alugar seu imóvel por temporada, algumas boas práticas ajudam a evitar conflitos:
- Leia atentamente a convenção e o regimento interno
- Informe o síndico sobre o uso do imóvel
- Oriente seus hóspedes quanto às regras do condomínio
- Priorize imóveis em condomínios que já aceitam esse modelo
- Conte com orientação imobiliária e jurídica especializada
O papel da Fontes & Xavier
Na Fontes & Xavier, ajudamos você a escolher imóveis ideais tanto para moradia quanto para investimento, sempre considerando aspectos legais, perfil do condomínio e potencial de rentabilidade.
Se você pensa em investir em imóveis para Airbnb ou quer entender melhor as possibilidades do seu patrimônio, conte com nossa experiência para fazer escolhas seguras e inteligentes.
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